Versão curta: as suas melhores apostas são um Riesling seco ou um Grüner Veltliner. Ambos têm acidez suficiente para equilibrar o queijo derretido e gordo e manter o palato fresco entre garfadas. Se preferir tinto, opte por um Pinot Noir leve, servido fresco. Já os tintos encorpados e taninosos são uma má combinação.
O raclete é um desafio para o copo: muito queijo derretido, salgado, gordo, mais batatas e muitas vezes bacon. O que esta combinação pede é um par que limpe em vez de acumular. É exatamente isso que a acidez faz. Corta a gordura, desperta o palato e garante que a décima garfada sabe tão bem como a primeira.
Um tinto macio e pesado, com muito tanino, faz o contrário: tanino e gordura do queijo amplificam-se numa impressão áspera e amarga. É por isso que tantas harmonizações clássicas de queijo com tinto se revelam surpreendentemente pesadas com raclete.
Não tem de ser branco, mas a regra é simples: leve, frutado, pouco tanino, servido do lado mais fresco (14 a 16 °C). Um Pinot Noir jovem do Ahr ou de Baden funciona bem, tal como um Beaujolais leve. Afaste-se dos grandes tintos amadeirados. Perdem para o queijo.
Estas recomendações são um bom ponto de partida. Mas qual o vinho que acaba por ser certo para si depende do seu gosto, e daquilo que está de facto na prateleira ou na carta à sua frente. É exatamente para isso que serve o VinoSomm: tire uma foto à sua carta de vinhos ou a uma garrafa, e a app mostra-lhe o vinho que combina consigo e com a sua refeição.
Por trás disso está o seu perfil de gosto pessoal: o VinoSomm aprende a cada avaliação como gosta da acidez, da fruta e do corpo, e transforma isso num valor de compatibilidade próprio para cada garrafa. Assim, as recomendações aqui são o ponto de partida. Qual o Riesling ou o Pinot Noir que vence a sua noite de raclete depende do seu perfil.
Uma foto da carta e tem a garrafa certa.