Como se dividem os vinhos
Por trás de todos os rótulos há uma lógica simples. Os vinhos organizam-se por alguns critérios: a cor (tinto, branco ou rosé), a frescura e o corpo, o açúcar que fica no fim (de seco a doce) e se leva ou não aguardente (os chamados fortificados ou generosos). Junta a isto o caso muito português do vinho verde, e tens praticamente todo o mapa.
Não precisas de decorar nada. Assim que percebes que um tinto tem taninos, que um branco vive da frescura e que um Porto leva aguardente, começas a adivinhar como um vinho sabe só de olhar para o tipo.
Os tipos de vinho num relance
| Tipo | Como é | Exemplos |
|---|---|---|
| Tinto | De uvas de casca escura, com taninos e corpo, do leve ao encorpado | Douro, Alentejo, Touriga Nacional |
| Branco | Fresco e sem taninos, do seco e cortante ao rico de barrica | Alvarinho, Encruzado, Bical |
| Rosé | Curta maceração com cascas tintas, cor rosada, leve e fresco | Rosés do Alentejo, Bairrada e Douro |
| Vinho verde | Jovem e leve, pouco álcool e por vezes com uma ligeira agulha | Alvarinho, Loureiro, Trajadura |
| Espumante | Com bolha, de uma segunda fermentação, do bruto ao doce | Bairrada, Távora-Varosa |
| Fortificado | Vinho a que se junta aguardente, mais forte, seco ou doce | Porto, Madeira, Moscatel de Setúbal |
Tinto, branco e rosé: a base pela cor
A primeira grande divisão é a cor, e ela diz-te mais do que parece. O tinto nasce de uvas de casca escura que ficam em contacto com o mosto, o que lhe dá cor, corpo e taninos, aquela sensação que seca ligeiramente a boca. Vai do leve e fácil, como uma Baga jovem, ao poderoso e encorpado de um tinto do Douro ou do Alentejo com Touriga Nacional.
O branco faz-se sem essa maceração, por isso não tem taninos e vive da frescura. Pode ser cortante e citrino, como um Alvarinho dos Vinhos Verdes, ou mais cheio e cremoso quando passa por barrica, como muitos Encruzado do Dão. Já o rosé fica a meio caminho: uvas tintas com uma maceração curta, o suficiente para tingir o vinho de rosa e o deixar leve, fresco e fácil de beber.
Vinho verde e vinho maduro
Esta é a distinção mais portuguesa de todas, e é a que mais confunde. Verde não é a cor nem quer dizer uva verde. É o vinho da região dos Vinhos Verdes, no Minho, feito para se beber jovem: leve, com pouco álcool, muita frescura e por vezes uma ligeira agulha na língua. Pode ser branco, tinto ou rosé, embora o branco seja o mais conhecido, sobretudo de Alvarinho e Loureiro.
Do outro lado está o vinho maduro, que é simplesmente todo o resto: os vinhos tranquilos e mais estruturados das outras regiões, pensados para amadurecer e não para a pressa. Ou seja, verde e maduro não são qualidades, são dois caminhos diferentes. Um pede-se fresco num dia de calor, o outro pede tempo e um bom prato.
Espumantes, fortificados e doces
Fora do trio da cor há três famílias que vale a pena conhecer. Os espumantes ganham a bolha numa segunda fermentação e vão do bruto, bem seco, ao doce. Em Portugal, a Bairrada e Távora-Varosa fazem alguns dos melhores.
Os fortificados, ou generosos, são vinhos a que se adiciona aguardente vínica durante a produção, o que trava a fermentação e sobe o álcool. É a família do Porto e da Madeira, mais o Moscatel de Setúbal, e vão do seco ao muito doce. Por fim, os doces naturais, de colheita tardia ou de uvas passas, guardam açúcar a mais e pedem-se ao fim da refeição, com uma sobremesa ou um queijo forte.
Descobre que tipos são os teus
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Perguntas frequentes
Como se dividem os vinhos? Sobretudo pela cor (tinto, branco e rosé) e depois pelo estilo: tranquilos, espumantes, fortificados como o Porto e ainda os doces. Dentro de cada grupo, variam pela frescura, pelo corpo e pelo açúcar.
Quantas castas de vinho existem em Portugal? Portugal tem mais de 250 castas autóctones, uma das maiores diversidades do mundo. Entre as mais conhecidas estão a Touriga Nacional nos tintos e o Alvarinho nos brancos.
Qual é a diferença entre vinho verde e maduro? O verde é jovem, leve e fresco, da região dos Vinhos Verdes, no Minho. O maduro é qualquer vinho tranquilo mais estruturado das outras regiões, feito para amadurecer.
O rosé é feito com tinto e branco misturados? Regra geral, não. O rosé faz-se com uvas tintas em maceração curta, só o tempo suficiente para lhe dar a cor rosada. A mistura de tinto com branco é uma exceção rara, sobretudo nalguns espumantes.
O que é um vinho fortificado ou generoso? É um vinho a que se junta aguardente durante a produção, ficando mais forte e muitas vezes mais doce. O Porto, a Madeira e o Moscatel de Setúbal são os exemplos portugueses.
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